“Liderança 2017: Cenários Complexos Requerem Ousadia e Competência.”

Sai ano, entra ano e, a despeito das circunstâncias, a máxima: sobram vagas e faltam profissionais qualificados no mercado de trabalho continua valendo e dificultando a vida daqueles que buscam por novas oportunidades e das organizações que necessitam de profissionais qualificados para tocar o negócio com eficiência. Dados indicam que, “as empresas estão passando por uma grave escassez de talentos em todo o mundo: só no Brasil, 43% dos recrutadores deixam de preencher vagas porque não encontram as competências necessárias nos candidatos disponíveis. ” Diante de um cenário marcado por complexidades e incertezas, a tendência é que novos comportamentos emerjam e apresentem cada vez mais situações de múltiplos aspectos sem soluções prováveis, fazendo com que determinadas habilidades no mundo do trabalho valham ouro.

Algumas dessas habilidades, de acordo com os dados levantados pela AfferoLab sobre os fatores que travam as contratações no país, estão ausentes do perfil dos profissionais brasileiros (EXAME 31/10/2016). Dentre elas, a aptidão para lidar com problemas complexos, com mais pessoas e interesses implicados. A avaliação crítica na observação e interpretação dos dados envolvidos. “A habilidade para solucionar questões complexas – esta, segundo o Fórum Econômico Mundial, foi considerada a mais importante para os profissionais de hoje e dos próximos cinco anos. ” Em sequência vem a criatividade e a disposição para empreender e ousar em novas direções, assumindo os riscos na proposição de novas ideias. Boa comunicação oral e escrita e agilidade de aprendizado agregam valor às competências profissionais.

O fato é que as empresas estão a cada dia mais exigentes e decididas a não “levar gato por lebre”. Nos processos de contratação garimpam pessoas com autonomia e capacidade de imergir na complexidade da situação para produzir resultados a despeito da escassez de recursos. Habilidade de relacionamento – a ação com base no aprendizado através da interface com o outro e facilidade para lidar com diferentes culturas também são competências bem vistas e contam como diferencial na hora de definir quem fica. Profissional produtivo é desenvolto, capaz de aprender com realidades diversas e em permanente transição.

Os aspectos subjetivos sempre devem ser considerados. Muitas vezes o profissional investe nas qualificações técnicas e se acomoda. Mas, é essencial entender que as empresas, hoje, contratam principalmente pela atitude. É preciso ir além da descrição do cargo e transitar pelos vieses subjetivos, atento aos custos invisíveis do que não é prático, mas na condição sutil compromete a qualidade das relações de trabalho. Frente à complexidade dos novos tempos, a dinamicidade dos processos e ao “apagão de talentos” os profissionais ousados, bem preparados, socialmente hábeis, providos de valores éticos e competências para construir vínculos, gerar soluções e bons resultados para as empresas, independente da crise, estarão na “pole position” das contratações e promoções.

*Fonte dados/pesquisa: Revista EXAME 31/10/2016

Waleska Farias

Waleska Farias
Consultora de carreira e imagem


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