Marcas Espirituais: Valores que Convertem

A despeito de trabalhar com comportamento e imagem há um bom tempo e acreditar genuinamente que ambos os conceitos são, de fato, um grande diferencial no processo de posicionamento das marcas, não imaginei que o mercado, nesse momento, pudesse associá-los tão rapidamente à condição de recurso estratégico na superação das dificuldades e motivação das forças de trabalho.

Por acreditar, faço coro ao propósito e decido falar um pouco sobre o aspecto subjetivo que permeia os conceitos e revela saídas alternativas na construção de horizontes mais claros em relação à subsistência das marcas nesse cenário nebuloso.

Vivemos uma conjuntura global complexa onde as relações e as equações estão tendo que ser reavaliadas a todo momento. Estamos em crise. E quando a dita crise extrapola o conceito de crédito e lesa a credibilidade a vida além de complexa se torna bastante complicada.

Aqueles que acreditam que apenas harmonizar produto, preço e qualidade é suficiente para a sobrevivência do negócio estão fadados ao insucesso. São tempos desafiadores. Marcas são construídas na mente, é necessário o envolvimento de pessoas comprometidas e preparadas, norteadas por uma visão de futuro clara que desperte o interesse do outro pelo tanto que conseguem aguçar o desejo de ter e pertencer.

É necessária a compreensão de que o conceito de marca é mais intangível do que tangível, pois fala de uma promessa de valor. É preciso um algo mais que transcenda a equação simples de compra e venda atrelada a lei da oferta e procura. Uma experiência única que leve a marca além da sua natureza convencional e estabeleça um vínculo afetivo com o cliente.

A sustentabilidade da marca está condicionada à conexão emocional com seu público. É necessário um diferencial que alce a percepção do cliente a uma dimensão especial, pautada em experiências sutis capazes de transcender o convencimento e alcançar a conversão como característica própria das marcas espirituais. Marcas que concebem a denominação de sagrada pela força que carregam e complementam essas experiências.

A marca passa a ser percebida de forma singular como algo ou alguém que faz a diferença na vida daqueles com quem interage tornando-se indispensável. Nesse lugar considera-se preço, mas, principalmente, envolvimento e valor. A percepção das pessoas está vinculada aos valores e qualidades que elas enxergam. A consequência dessa relação irá levá-las além da aquisição de um produto ou serviço, à realização de seus valores pessoais.

Algumas marcas são eleitas pelos clientes por representarem algo que entrega além do que aparentemente se propõem e simbolizarem valores e qualidades aderentes a sua própria concepção de valor. Aos que lutam pela sobrevivência, o essencial é o entendimento do que é valor para o cliente na disposição de conhecer, acolher e comprometer-se com o que ele espera receber enquanto troca leal por sua preferência. 

Waleska Farias

Waleska Farias
Consultora de carreira e imagem


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